O ecocardiograma transtorácico em repouso é o tipo de ecocardiograma mais comum; é um exame indolor e não invasivo. Permite obter informação morfológica e funcional sobre as câmaras (aurículas e ventrículos), válvulas e paredes cardíacas, em condições que não impõem qualquer esforço ao coração.
O ecocardiograma transtorácico é realizado com o paciente deitado sobre o lado esquerdo, despido da cintura para cima. É aplicado um gel transparente no peito, no local onde depois é colocado o transdutor do ecógrafo. Este transdutor emite ultra-sons e capta os reflectidos pelas várias estruturas que o feixe atravessa, traduzindo-os em imagens que ficam patentes no monitor do ecógrafo. Durante a realização do ecocardiograma transtorácico em repouso o transdutor é movimentado sobre a parede torácica, podendo ser necessário realizar alguma pressão.
A decisão sobre a necessidade de realizar qualquer exame é sempre tomada pelo médico, em função das características individuais de cada paciente e das suas queixas ou doença. Em regra, o ecocardiograma transtorácico em repouso pode ser aconselhado para avaliar a existência de alterações cardíacas morfológicas e/ou funcionais passíveis de estar relacionadas com queixas dos pacientes.
O ecocardiograma transtorácico é uma técnica que pode falhar lesões e diagnósticos, mesmo com um exame tecnicamente adequado.
A realização de um ecocardiograma transtorácico tem uma duração variável; pode considerar-se uma duração mínima e máxima de cerca de 10 minutos e de uma hora, respetivamente.
A realização de um ecocardiograma transtorácico em repouso não requer qualquer preparação. Na clínica, serão facultadas aquando da marcação do exame todas as informações necessárias.
O ecocardiograma transtorácico em repouso não tem efeitos secundários,riscos ou complicações.